terça-feira, 23 de junho de 2026

STF analisa recurso da defesa de Jaques Wagner contra busca e apreensão em operação da PF

 

A defesa do senador Jaques Wagner (PT) protocolou nesta segunda-feira (22) um recurso no Supremo Tribunal Federal com o objetivo de anular a decisão que autorizou a busca e apreensão realizada na residência do parlamentar durante a 9ª fase da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. No pedido, os advogados sustentam que a medida teria sido baseada em premissas consideradas equivocadas e afirmam que o senador não teria atuado no Congresso Nacional para beneficiar o Banco Master. Segundo a defesa, a única proposta apresentada por Wagner relacionada ao tema, no âmbito da Medida Provisória 1106/2022, tinha como foco a limitação de juros e a ampliação da proteção ao consumidor.

A defesa também destaca que o parlamentar teria se posicionado contra a chamada “Emenda Master”, apresentada durante a tramitação da PEC 65/2023. Ainda conforme a manifestação, o senador Plínio Valério, relator da proposta, teria registrado que não houve qualquer contato de Wagner para tratar do assunto. Em relação aos valores em dinheiro apreendidos na operação, os advogados afirmam que os recursos têm origem lícita e comprovada. De acordo com a defesa, parte do montante seria proveniente de diárias pagas pelo Senado em viagens oficiais ao exterior, enquanto outra parcela teria sido obtida por meio de operações financeiras regulares com instituição bancária.

Jaques Wagner foi alvo da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal na última quinta-feira (18) e autorizada pelo ministro André Mendonça. A investigação apura suspeitas de que o senador teria atuado em defesa de interesses do Banco Master no Congresso em troca de vantagens indevidas, incluindo a suposta oferta de um apartamento em Salvador e repasses a empresas ligadas a familiares, conforme apontam as investigações da PF.

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