sexta-feira, 19 de junho de 2026

Polícia Civil prende mais de 600 foragidos e reforça segurança para o São João na Bahia

 

A Polícia Civil da Bahia contabilizou 616 prisões de pessoas consideradas foragidas da Justiça durante ações realizadas ao longo das últimas semanas em Salvador e em diversos municípios do estado. As medidas integram a Operação Malhas da Lei, que vem sendo desenvolvida desde o início de junho com o objetivo de localizar e cumprir mandados judiciais relacionados a diferentes tipos de crimes. De acordo com a corporação, os alvos das ações são investigados ou respondem a processos por delitos como homicídio, feminicídio, latrocínio, tráfico de drogas, participação em organizações criminosas, violência doméstica, além de crimes contra o patrimônio.

Somente no interior baiano foram registradas 394 prisões, número que, segundo a Polícia Civil, contribui para o reforço da segurança pública em um período marcado pelo aumento da circulação de pessoas devido às festas juninas. As operações acontecem em meio à preparação dos principais destinos do São João na Bahia, que tradicionalmente atraem moradores e visitantes de várias regiões. A expectativa das autoridades é de que a retirada de foragidos das ruas tenha reflexos na prevenção de ocorrências durante os festejos, especialmente nos municípios que recebem grandes públicos nesta época do ano.

Paralelamente, a Operação em Chamas tem concentrado esforços na fiscalização do comércio e armazenamento de fogos de artifício. Conforme informou a Polícia Civil, a iniciativa já resultou na apreensão de aproximadamente uma tonelada de produtos irregulares em Salvador e na Região Metropolitana, além da retirada de circulação de cerca de 320 mil unidades de fogos clandestinos durante fiscalizações realizadas no interior do estado.

A força-tarefa reúne diversos órgãos de fiscalização e controle, entre eles o Departamento de Polícia Técnica, o Exército Brasileiro, o Corpo de Bombeiros Militar, o Procon-BA, o Ibametro, o Ministério Público da Bahia e outras instituições parceiras. O objetivo é coibir a comercialização de produtos fora das normas de segurança e reduzir riscos de acidentes durante o período junino, quando aumenta significativamente a procura por fogos de artifício.

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