terça-feira, 17 de março de 2026

Obra de drenagem em Vitória da Conquista vira alvo de cobrança após tragédia e troca de acusações

 

Foto: Arquivo da Internet
Foto: Arquivo da Internet

As fortes chuvas registradas no dia 9 de março em Vitória da Conquista, que provocaram uma enxurrada na Avenida Caracas e resultaram na morte da dona de casa Rosânia Silva Borges, voltaram a chamar a atenção para os desafios relacionados à drenagem urbana no município. O episódio reacendeu o debate sobre a necessidade de obras estruturais para melhorar o escoamento das águas pluviais na cidade. Nos últimos dias, a prefeita Sheila Lemos (União Brasil) afirmou que a gestão municipal aguarda recursos do Governo Federal, por meio do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), para realizar intervenções de drenagem. A declaração foi contestada pelo ministro da Casa Civil, Rui Costa, que afirmou que o início das obras não está condicionado a novos repasses federais e que a responsabilidade pela execução é da própria prefeitura.

Enquanto o debate político cresce, dados oficiais do próprio município mostram que a cidade já tinha previsto recursos para esse tipo de intervenção. A Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025, aprovada pela Câmara de Vereadores, destina mais de R$ 68 milhões para obras de infraestrutura de drenagem em 2026, valor que poderia ser aplicado na melhoria do sistema de escoamento das águas pluviais em diferentes regiões da cidade. Mesmo com essa previsão orçamentária, as obras estruturantes ainda não foram iniciadas.

Paralelamente, o Governo da Bahia anunciou que pretende avançar com projetos ligados ao Novo PAC na cidade. O governador Jerônimo Rodrigues (PT) informou em entrevista ao Blog do Sena,  que está prevista a licitação da obra de drenagem no entorno da Praça Vítor Brito, área central que historicamente enfrenta problemas de alagamento. A intervenção faz parte de um pacote de investimentos que inclui ações de macrodrenagem na Bahia e deve ser executada pela Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder).

Diante da comoção causada pela morte na Avenida Caracas e da recorrência de alagamentos em vários pontos da cidade, cresce a cobrança da população e de lideranças políticas para que as obras de drenagem saiam do papel. O debate agora se concentra não apenas na origem dos recursos, mas principalmente na necessidade de que o poder público municipal avance na execução das intervenções previstas para evitar novas tragédias em Vitória da Conquista.

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