A prisão do pastor sul-coreano Hyun-bo Son provocou forte repercussão desde setembro. Foi a primeira vez, em 78 anos, que a Coreia do Sul deteve um líder religioso por se posicionar contra o governo.
Embora tenha sido libertado sob fiança, o episódio levantou preocupações sobre uma possível erosão da liberdade religiosa no país.
A CBN News visitou o pastor em sua igreja, a Igreja Segero, no terceiro domingo após sua libertação, depois de quase cinco meses de detenção.
Já de volta à rotina, ele cumprimentou os recém-chegados e orou pelos membros antes do culto.
O culto teve início com música vibrante e, em seguida, algo pouco comum aconteceu: uma sessão de perguntas e respostas com o pastor.
'Estado laico não interefere'
Son interagiu com as crianças, relembrando o tema do domingo anterior – a separação entre Igreja e Estado.
Um menino respondeu: “Separação entre Igreja e Estado significa que o Estado não deve interferir na Igreja.”
Então um adolescente explicou: “Se não tivesse sido estabelecida, o governo poderia interferir na igreja, e não seríamos livres para adorar a Deus de acordo com a nossa consciência.”
O pastor Son afirma que foi pensando nessa geração que tomou a posição que acabou levando à sua prisão.
A atitude resultou em sua condenação por violar a lei eleitoral, após entrevistar um candidato a superintendente escolar alinhado a princípios bíblicos, em vez do nome apoiado pelo governo, que defendia políticas LGBT no currículo escolar.
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