quarta-feira, 25 de março de 2026

Uso excessivo de redes sociais pode aumentar risco de depressão

 

Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade Miguel Hernández de Elche, na Espanha, acendeu um alerta importante sobre a saúde mental de adolescentes. Segundo os resultados, o uso problemático das redes sociais está associado ao aumento de sintomas depressivos, especialmente entre jovens com menos de 16 anos. A pesquisa, publicada na revista Scientific Reports , analisou dados de 2.121 estudantes do Ensino Médio da Comunidade Valenciana ao longo de um ano.

De acordo com os autores, é preciso um maior monitoramento durante o uso. “O verdadeiro risco não é apenas quanto tempo os adolescentes passam nas redes sociais. O fator decisivo é o uso problemático, quando os jovens perdem o controle sobre o comportamento on-line e sentem uma forte necessidade de continuar conectados”, declarou o líder do estudo e pesquisador, Daniel Lloret-Irles. Os estudiosos observaram que esse padrão pode intensificar sintomas depressivos com o passar do tempo.

O efeito apareceu com maior intensidade entre os mais jovens. Para os cientistas, isso pode estar relacionado ao fato de que, no início da adolescência, habilidades como regulação emocional e autocontrole ainda estão em desenvolvimento. Essa fase, portanto, tende a ser mais sensível às pressões, comparações e frustrações que surgem no ambiente digital.

O estudo também apontou diferenças entre meninos e meninas. Entre elas, ter mais seguidores esteve associado a um aumento de sintomas depressivos, algo que os pesquisadores relacionam a pressões sociais e padrões estéticos mais intensos nas redes.

Diante desse cenário, especialistas defendem mais educação digital e acompanhamento de pais e responsáveis, “dar um smartphone a adolescentes sem os ensinar a usá-lo de maneira responsável é arriscado. Assim como ensinamos os jovens a dirigir antes de terem um carro, precisamos ensiná-los a lidar com a tecnologia digital”, afirma María Blanquer-Cortés, primeira autora do estudo.

Para os líderes cristãos e as famílias, a atuação da igreja é fundamental neste auxílio. Caminhar junto, estando atento aos direcionamentos, é um dos passos importantes para evitar o isolamento. “O papel da família e da igreja é acompanhar de perto o dia a dia dos jovens. É observar e orientar com cuidado. Não adianta apenas falar e não praticar”, declara Ramon Targino, líder de jovens e adolescentes na Igreja Nova Vida de Pantanal, em Duque de Caxias (RJ). “É preciso orientar, mas também acompanhar”, reforça.

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