Com o avanço missionário do ministério Christ for All Nations (CfaN), comunidades não alcançadas na Etiópia têm sido impactadas pelo Evangelho, e muitos têm encontrado Jesus.
O trabalho evangelístico da CfaN tem se expandido para além das grandes cruzadas urbanas, alcançando comunidades rurais sem acesso à infraestrutura básica. Segundo o ministério, 55% da população africana não vive em áreas urbanas, por isso as estratégias de eventos em massa não são suficientes para atingir toda a população.
Com foco nessas comunidades, Kaisa Fischer, que já trabalhava como evangelista na Alemanha há vários anos, foi direcionada por Deus para evangelizar na Etiópia, onde 13 das 16 tribos locais são consideradas não alcançadas.
Ao lado da missionária Marita Orevi Tornes, ela foi enviada ao Vale do Omo, no sul do país. Nos últimos quatro anos, Kaisa e Marita têm se dedicado especialmente às tribos Hamer, Desenech e Mursi.
Em 2025, o trabalho avançou com o treinamento de moradores de 13 tribos em evangelismo, discipulado e plantação de igrejas. Segundo o ministério, muitos dos participantes continuaram a evangelizar suas tribos após a saída dos missionários.
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A evangelista Kaisa e a missionária Marita foram as responsáveis pelo avanço do Evangelho na região. (Foto: Reprodução/CfaN)
“Quando os missionários retornaram, os testemunhos foram extraordinários. Deus não para de agir porque os estrangeiros partiram — a chama agora arde nos corações dos moradores locais, e eles continuam. Igrejas foram plantadas em quase todas as aldeias alcançadas até agora, mas muitas vezes há forte resistência ao Evangelho no início”, informou a CfaN.
Frutos do Evangelho
Em 2024, as missionárias visitaram uma aldeia com apenas três cristãos locais: “As pessoas zombaram de nós, riram e rejeitaram nossa mensagem. Saímos de lá com a sensação de que tinha sido inútil”, contou Kaisa.
Ao retornarem após um ano, elas relataram que, por meio de um jovem chamado Alex*, que se sentiu chamado por Deus para evangelizar sua aldeia e comunidades vizinhas, pessoas se renderam a Jesus, e a maior parte de sua família se converteu.
No entanto, líderes da aldeia passaram a perseguir os cristãos, ameaçando, destruindo o local de culto e amaldiçoando-os.
“A perseguição se tornou tão severa que o jovem teve que fugir. Certa noite, os perseguidores vieram buscá-lo. Como não o encontraram, prenderam outros fiéis e os espancaram brutalmente até sangrarem. Alguém conseguiu ligar para Alex, que correu de volta, apenas para ser amarrado e espancado quase até a morte. Ele sobreviveu e, surpreendentemente, voltou a pregar”, relatou Kaisa.
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