segunda-feira, 2 de março de 2026

Inaceitável”: Flávio Bolsonaro condena posição de Lula sobre ataques de Israel ao Irã

 

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) reagiu neste sábado (28) à nota do Itamaraty que condenou os ataques de Estados Unidos e Israel contra alvos no Irã. O parlamentar, pré-candidato à Presidência, considerou o posicionamento diplomático brasileiro equivocado e alinhado a um regime que, segundo ele, patrocina o terrorismo e a desestabilização regional.

Em pronunciamento divulgado em suas redes sociais, Flávio afirmou que a postura do governo ignora a realidade do regime iraniano. “Ao adotar uma postura de apoio político a Teerã neste momento, o Brasil se coloca do lado errado de um conflito grave e ignora a natureza objetiva do regime que está defendendo”, declarou.

O senador também manifestou solidariedade aos Emirados Árabes Unidos e ao Reino do Bahrein, nações que, segundo ele, foram atingidas por ações iranianas e mantêm relações comerciais relevantes com o Brasil. Para Flávio, a política externa brasileira deve ser pautada pela prudência e clareza, evitando legitimar regimes que, em suas palavras, “promovem terror, desestabilização e sofrimento”.

Íntegra da manifestação de Flávio Bolsonaro

“O posicionamento do governo Lula diante das ações do regime iraniano é inaceitável. Ao adotar uma postura de apoio político a Teerã neste momento, o Brasil se coloca do lado errado de um conflito grave e ignora a natureza objetiva do regime que está defendendo.

O Irã não é um ator neutro no cenário internacional. Trata-se de um governo que financia e apoia organizações terroristas, que grita publicamente ‘morte à América’, que defende abertamente ‘varrer Israel do mapa’ e que mantém um programa nuclear notoriamente para fins militares.

Internamente, reprime sua população com violência sistemática, em especial contra mulheres, resultando em milhares de mortos. Esses são fatos públicos e reiterados ao longo dos anos, repudiados por quase todos os países da região.

O Brasil não precisa se intrometer em conflitos regionais, nem assumir papel protagonista em disputas que não nos pertencem. O que não pode é escolher o alinhamento moralmente errado, legitimando um regime que promove instabilidade e ameaça países parceiros do nosso próprio interesse estratégico.

Registro minha solidariedade aos Emirados Árabes Unidos, ao Reino do Bahrein, países parceiros do Brasil, e a quaisquer outros que tenham sido covardemente atacados pela ditadura do Irã. São nações com as quais o Brasil mantém relações comerciais relevantes e diálogo institucional crescente.

Política externa responsável exige prudência e clareza. Neutralidade não é sinônimo de complacência, e contenção não pode significar apoio indireto a regimes que promovem terror, desestabilização e sofrimento.”

Posicionamento do governo brasileiro

Mais cedo, o Ministério das Relações Exteriores divulgou nota oficial expressando “grave preocupação” com os ataques e condenando as ações militares. O Itamaraty defendeu que os bombardeios ocorreram em meio a negociações em curso e reiterou o diálogo como único caminho viável para a paz. O comunicado também apelou ao respeito ao Direito Internacional e à contenção das partes para evitar a escalada do conflito.

As embaixadas brasileiras na região acompanham os desdobramentos e mantêm contato com cidadãos brasileiros residentes nos países afetados, prestando orientações de segurança. Com: GospelMais.

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