Caminhoneiros de diferentes regiões do país confirmaram uma paralisação nacional a partir de quinta-feira, 19 de março, em resposta ao aumento no valor do diesel. O reajuste foi anunciado pela Petrobras na sexta-feira, 13 de março. A mobilização foi comunicada por Wallace Landim, conhecido como Chorão, presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava).
Ele afirmou que o movimento não possui caráter político, mas está ligado à necessidade de sustento da categoria. “Já estamos bem avançados. Não é um movimento político, a favor de governo A ou B. A decisão é de sobrevivência. O caminhoneiro hoje trabalha de graça; o dinheiro não está pagando nem o custo operacional”, declarou.
Horas antes do anúncio da Petrobras, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia informado a suspensão da cobrança de PIS e Cofins, além da criação de um programa de subvenção ao diesel. Ainda assim, Landim avaliou que as medidas não foram suficientes para atender às demandas dos caminhoneiros.
Ele informou que a paralisação segue a mesma base do movimento realizado em 2018. “A gente tem demandas para proteger a categoria, como a planilha de custo mínimo e a isenção do caminhão vazio. É o mesmo peso, a mesma dor de 2018. É o mesmo filme. Já faz oito anos”, afirmou.
O aumento no custo do combustível ocorre em um contexto internacional marcado por tensões no Oriente Médio. O conflito na região tem impactado o tráfego de navios petroleiros no Estreito de Ormuz, localizado entre o Irã e Omã. Pela rota marítima, passam cerca de 20% de todo o petróleo comercializado no mundo.
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