quarta-feira, 21 de janeiro de 2026

Técnicos de enfermagem são presos por suspeita de homicídios em UTI no Distrito Federal

 


A Polícia Civil do Distrito Federal (Polícia Civil do Distrito Federal) prendeu três técnicos de enfermagem suspeitos de provocar a morte de pelo menos três pacientes internados na UTI do Hospital Anchieta, em Taguatinga. As prisões ocorreram no âmbito da Operação Anúbis, que apura crimes registrados entre novembro e dezembro de 2025.

Segundo as investigações, as vítimas teriam recebido, de forma intencional, aplicações de medicamentos em dosagens letais e, em um dos episódios, até desinfetante injetado diretamente na corrente sanguínea. Inicialmente, os suspeitos negaram envolvimento, mas acabaram confessando após a polícia apresentar imagens captadas por câmeras de monitoramento instaladas nos quartos da UTI.

A apuração teve início quando a direção do hospital identificou sucessivas pioras inesperadas em pacientes com diagnósticos diferentes. Diante do cenário atípico, foi criado um comitê interno que, em menos de 20 dias, reuniu prontuários e registros em vídeo, encaminhando o material às autoridades policiais.

Com o avanço das investigações, os três profissionais foram desligados da instituição por justa causa. O Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal (Coren-DF) informou que acompanha o caso e deverá adotar medidas disciplinares, reforçando o compromisso com a ética e a segurança dos pacientes.

De acordo com o inquérito, um dos suspeitos, Marcos Vinícius Silva Barbosa de Araújo, de 24 anos, acessava indevidamente o sistema hospitalar usando logins de médicos para alterar prescrições e inserir substâncias ou dosagens fatais. Após retirar os medicamentos na farmácia, ele preparava as seringas e as ocultava no jaleco antes de aplicá-las. Para tentar despistar a equipe, aguardava a reação dos pacientes, que entravam em parada cardiorrespiratória, e iniciava manobras de reanimação, simulando um procedimento legítimo. Enquanto isso, as outras duas técnicas envolvidas, Amanda Rodrigues de Sousa e Marcela Camilly Alves da Silva, faziam a vigilância da porta do quarto para evitar a entrada de outros profissionais.

A PCDF segue investigando o caso para verificar se há outras possíveis vítimas e se os crimes se estenderam além dos episódios já identificados.

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