O arqueólogo, professor e pastor Rodrigo Silva compartilhou uma reflexão teológica sobre a proposta do “Conselho da Paz”, iniciativa articulada pelo presidente dos EUA, Donald Trump. Segundo ele, a medida tem levantado questionamentos entre cristãos a respeito de um possível significado profético.
Lançado em 22 de janeiro, o Conselho da Paz (“Board of Peace”, em inglês) é um órgão internacional voltado à reconstrução da Faixa de Gaza e, posteriormente, ampliado para mediar conflitos globais. A proposta é vista por alguns analistas como uma possível estrutura paralela – ou substituta – à ONU.
Dezenas de países já aderiram ao novo órgão e seus líderes assinaram o acordo. Entre eles estão Arábia Saudita, Argentina, Armênia, Azerbaijão, Bahrein, Egito, Emirados Árabes Unidos, Hungria e Israel. Até o momento, nenhuma grande potência ocidental decidiu participar do Acordo de Paz.
Jared Kushner
Falando sobre o mesmo tema, o pastor Lamartine Posella gravou um vídeo intitulado “O Acordo e Paz do Genro de Donald Trump”, lembrando que Jared Kushner é um dos arquitetos do Acordos de Abraão, que também é um dos integrantes do conselho formado para administrar o novo Acordo da Paz.
Ele também lembra que a participação da Arábia Saudita, país sede do islamismo, traz um importante componente para análises proféticas:
“A Arábia Saudita é a sede do islamismo. Na Arábia Saudita estão as duas cidades mais importantes: Meca e Medina; a terceira é Jerusalém. Dentro de um acordo de paz com a Arábia Saudita, avançaria a possibilidade de um acordo de paz entre as religiões que historicamente são inimigas: islamismo, judaísmo e cristianismo.”
“Agora imagine: se a Arábia Saudita, que é a sede do islamismo, entra numa aliança profunda – que evolua para mais do que simplesmente uma aliança econômica, uma paz econômica – e que possa avançar para um respeito e uma coexistência também entre as religiões do mundo, na medida em que as três principais religiões monoteístas são oriundas de Abraão… aquilo que a Bíblia fala pode estar a caminho de acontecer.”
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