Um levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Café mostra que ele foi o item que ficou mais caro na cesta básica de 2025.
Um dos pontos principais foi o tarifaço de 50% imposto pelos Estados Unidos sobre o café brasileiro. A medida elevou o preço do grão na Bolsa de Nova York, referência mundial do mercado.
Outro fator foi a redução dos estoques globais. A oferta caiu após quatro anos consecutivos de quebra de safra nos principais países produtores, por causa de problemas climáticos.
No Brasil, o clima também afetou a produção, principalmente do café arábica, a variedade mais consumida no país. Com custos mais altos, parte do aumento foi repassada ao consumidor.
Segundo o setor, se todo o reajuste acumulado desde 2021 fosse transferido, o preço do café poderia subir cerca de 70% a mais.
Como fica o café em 2026?
Mesmo sem balanços oficiais da safra, o presidente da Abic avalia que o Brasil deve ter uma boa colheita em 2026.
Isso porque o La Niña, evento climático vigente no ano passado, provocou menos extremos climáticos nas áreas produtoras.
Contudo, Cardoso afirma que seriam necessárias ao menos duas boas safras, ou seja, boa colheita por dois anos seguidos, para gerar uma queda real nos preços do café.
Nenhum comentário:
Postar um comentário