quinta-feira, 13 de agosto de 2026

TSE restabelece filiação de Flávio ao PL e libera registro de candidatura

 

O ministro Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou nesta quinta-feira (13) o restabelecimento imediato da filiação de Flávio Bolsonaro ao PL e a liberação do sistema para o processamento do pedido de registro da candidatura do senador à Presidência da República. A decisão também determina que a Polícia Federal abra um inquérito para investigar a alteração que vinculou Flávio ao Partido Missão.

A decisão atende integralmente ao pedido apresentado pela defesa de Flávio após a campanha não conseguir registrar a candidatura no TSE. O problema ocorreu porque o Sistema de Filiação Partidária (Filia) da Justiça Eleitoral indicava que o senador estava filiado ao Missão, e não ao PL.

Nunes Marques determinou que o vínculo de Flávio com o PL seja restabelecido desde 30 de novembro de 2021, data original da filiação, e que o registro no Partido Missão seja excluído. O ministro também ordenou a liberação imediata do Sistema Candex, utilizado para o processamento dos pedidos de registro de candidatura.

Na decisão, o presidente do TSE afirmou que a filiação partidária é uma condição de elegibilidade e não pode ser retirada por um ato de terceiro sem a manifestação de vontade do filiado.

Segundo o processo, Flávio estava filiado de forma ininterrupta ao PL desde novembro de 2021. Entre as 23h17 de quarta-feira (12) e as 9h42 desta quinta, no entanto, um novo registro foi realizado no sistema. A mudança provocou automaticamente a desfiliação do senador do PL e impediu o pedido de registro da candidatura.

Horas antes da decisão, o TSE informou que a alteração não foi resultado de um ataque hacker. Segundo a Corte, houve uso indevido da ferramenta por alguém que possuía credenciais para realizar filiações partidárias.

Na decisão, Nunes Marques afirmou que, neste momento do processo, há elementos que sustentam a alegação de que Flávio não manifestou intenção de trocar de partido. O ministro citou uma certidão da Justiça Eleitoral que comprovava a filiação regular e exclusiva ao PL e outra consulta, realizada horas depois, que mostrava o cancelamento desse vínculo e a inclusão no Missão.

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