Vários atletas criticaram publicamente as condições do gramado do estádio de Nova York/Nova Jersey, palco escolhido para receber oito partidas da Copa, inclusive a grande final. As reclamações começaram no último sábado (13), após o confronto entre Brasil e Marrocos na arena. O problema persistiu na terça-feira (16), data em que o local sediou o duelo entre França e Senegal, gerando novos questionamentos.
Os jogadores e a comissão técnica da seleção francesa manifestaram desconforto com a rigidez do terreno após o jogo. O meio-campista Adrien Rabiot detalhou as características da superfície. "É um pouco mais liso, não sei se podemos dizer assim. É mais parecido com um sintético, bem duro, bem rígido. Mas é assim para todas as equipes, tem que se adaptar às condições", declarou o atleta.
O treinador da equipe europeia endossou as palavras de seu comandado e mencionou relatos anteriores sobre a estrutura do campo. "É uma superfície especial, é diferente. Você precisa se acostumar a ela. Acho que pode haver um pouco de cimento abaixo da grama. Você tem lâminas de grama muito curtas. Já tive jogadores que disputaram partidas aqui e disseram que era exatamente o mesmo", afirmou o técnico Didier Deschamps.
Os profissionais da Seleção Brasileira concentraram suas queixas na falta de umidade do campo durante a partida de sábado (13). Os atletas relataram que o forte calor fez a grama secar rapidamente ao longo dos noventa minutos. Consequentemente, a velocidade da bola foi afetada, provocando falhas técnicas de domínio e na execução de passes.
Os principais atacantes e meio-campistas do Brasil pontuaram como o estado do terreno prejudicou a dinâmica tática da equipe. "Por conta do tempo, o calor, a grama secou muito rápido. O jogo estava travado. Isso nos dificulta. A gente quer mover a bola de um lado pro outro", lamentou Vini Jr. Seu companheiro de equipe também comentou o cenário. "O campo estava muito seco também dificultou bastante nosso jogo, some alguns toques a gente não controlava muito bem, acabou atrasando", declarou Bruno Guimarães.
Em resposta oficial, a Fifa detalhou o cronograma de manutenção e molhagem utilizado nos dias de jogos do torneio mundial. A entidade máxima do futebol informou que os campos são irrigados seis, três e uma hora antes do início de cada partida. O comunicado também esclareceu que os gramados recebem água durante a pausa para hidratação dos atletas, caso haja necessidade.
A organização precisou realizar uma grande operação logística e científica para adaptar as arenas norte-americanas às exigências do torneio. Metade dos estádios da Copa precisou trocar o gramado sintético pelo natural, incluindo o complexo de Nova Jersey/Nova York. A alteração específica na arena da final ocorreu há cerca de dois meses, contando com o suporte de uma parceria com a Universidade do Tennessee.
A entidade organizadora ainda não se manifestou sobre possíveis modificações estruturais ou na rotina de irrigação após os protestos públicos das delegações. A programação oficial no estádio segue inalterada para os próximos dias da competição. O local receberá os confrontos entre Noruega e Senegal, Equador e Alemanha, e Panamá contra a Inglaterra na fase de grupos. A arena também abrigará uma partida da segunda fase, um jogo das oitavas de final e o encerramento do torneio.
Nenhum comentário:
Postar um comentário