Apenas em abril, pelo menos dois casos de abuso sexual cometidos por pais contra as próprias filhas foram investigados pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). Em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, um homem de 55 anos foi indiciado por estuprar a filha dos 12 aos 15 anos. Ele ameaçava a jovem e a mãe para que não denunciassem. Em Caraí, no Vale do Jequitinhonha, outro pai, de 34 anos, foi preso por estupro de vulnerável contra a filha de 5 anos, após a escola identificar mudanças no comportamento da criança e acionar as autoridades.
Longe de serem episódios isolados, esses exemplos são o reflexo de uma realidade escancarada pelas estatísticas: são 57.782 casos em 15 anos tempo. A faixa etária de 11 a 15 anos concentra o maior número de ocorrências, com 16.440 registros, seguida por crianças de 0 a 5 anos (9.748) e de 6 a 10 anos (8.191). Juntas, essas três faixas somam mais da metade dos casos registrados, revelando um padrão devastador no qual o agressor, na maioria das vezes, não é um estranho, mas alguém em quem a vítima deveria confiar — o pai, o irmão, o tio ou um amigo da família.
Apenas em abril, pelo menos dois casos de abuso sexual cometidos por pais contra as próprias filhas foram investigados pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). Em Betim, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, um homem de 55 anos foi indiciado por estuprar a filha dos 12 aos 15 anos. Ele ameaçava a jovem e a mãe para que não denunciassem. Em Caraí, no Vale do Jequitinhonha, outro pai, de 34 anos, foi preso por estupro de vulnerável contra a filha de 5 anos, após a escola identificar mudanças no comportamento da criança e acionar as autoridades.
Longe de serem episódios isolados, esses exemplos são o reflexo de uma realidade escancarada pelas estatísticas: são 57.782 casos em 15 anos tempo. A faixa etária de 11 a 15 anos concentra o maior número de ocorrências, com 16.440 registros, seguida por crianças de 0 a 5 anos (9.748) e de 6 a 10 anos (8.191). Juntas, essas três faixas somam mais da metade dos casos registrados, revelando um padrão devastador no qual o agressor, na maioria das vezes, não é um estranho, mas alguém em quem a vítima deveria confiar — o pai, o irmão, o tio ou um amigo da família.

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