Qualquer mudança na política dos Estados Unidos que signifique o reconhecimento formal de Taiwan irá prejudicar "seriamente" a paz e a estabilidade no Estreito de Taiwan e ainda minará as relações entre Pequim e Washington, afirmou um porta-voz do governo da China nesta quarta-feira. O porta-voz chinês, An Fengshan, disse que a violação ao princípio "afetará seriamente a estabilidade ao longo do Estreito de Taiwan". No âmbito da política da China única, os EUA reconhecem Pequim como o governo da China e mantêm apenas relações extraoficiais com Taiwan, uma ex-colônia japonesa que rompeu com a China continental em meio a uma guerra civil em 1949. Pequim a considera, porém, parte de seus domínios. "A política da China única é uma fundação política importante para as relações entre a China e os EUA", disse o porta-voz a repórteres. "Se essa fundação foi perturbada ou minada, não pode haver diálogo para o desenvolvimento saudável e estável das relações EUA-China." Trump quebrou um precedente diplomático ao falar por telefone com a presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, em 2 de dezembro. Há alguns dias, Trump disse em entrevista à rede Fox que poderia usar o reconhecimento dos EUA de Pequim como a China única para ganhar vantagens no comércio em outras áreas. A última grande crise sobre Taiwan ocorreu em 1995, quando a China realizou exercícios militares e testes de mísseis perto da ilha, em resposta à visita do então presidente Lee Teng-hui de Taiwan aos EUA. Lee, porém, acabou vencendo a primeira eleição presidencial direta na ilha, em 1996. Os EUA e a China são as duas maiores economias mundiais, com um comércio bilateral de bens e serviços que atingiu quase US$ 660 bilhões no ano passado. Embora os EUA não desafiem a reivindicação chinesa de soberania sobre Tailândia, Washington continua a ser a principal fonte de armas para Taiwan, com US$ 14 bilhões em vendas de armas aprovadas desde 2009. Há ainda uma lei nos EUA que considera ameaças à segurança da ilha uma questão de "grave preocupação"
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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016
China diz que Trump deve respeitar política da China única ou pode afetar paz
Qualquer mudança na política dos Estados Unidos que signifique o reconhecimento formal de Taiwan irá prejudicar "seriamente" a paz e a estabilidade no Estreito de Taiwan e ainda minará as relações entre Pequim e Washington, afirmou um porta-voz do governo da China nesta quarta-feira. O porta-voz chinês, An Fengshan, disse que a violação ao princípio "afetará seriamente a estabilidade ao longo do Estreito de Taiwan". No âmbito da política da China única, os EUA reconhecem Pequim como o governo da China e mantêm apenas relações extraoficiais com Taiwan, uma ex-colônia japonesa que rompeu com a China continental em meio a uma guerra civil em 1949. Pequim a considera, porém, parte de seus domínios. "A política da China única é uma fundação política importante para as relações entre a China e os EUA", disse o porta-voz a repórteres. "Se essa fundação foi perturbada ou minada, não pode haver diálogo para o desenvolvimento saudável e estável das relações EUA-China." Trump quebrou um precedente diplomático ao falar por telefone com a presidente de Taiwan, Tsai Ing-wen, em 2 de dezembro. Há alguns dias, Trump disse em entrevista à rede Fox que poderia usar o reconhecimento dos EUA de Pequim como a China única para ganhar vantagens no comércio em outras áreas. A última grande crise sobre Taiwan ocorreu em 1995, quando a China realizou exercícios militares e testes de mísseis perto da ilha, em resposta à visita do então presidente Lee Teng-hui de Taiwan aos EUA. Lee, porém, acabou vencendo a primeira eleição presidencial direta na ilha, em 1996. Os EUA e a China são as duas maiores economias mundiais, com um comércio bilateral de bens e serviços que atingiu quase US$ 660 bilhões no ano passado. Embora os EUA não desafiem a reivindicação chinesa de soberania sobre Tailândia, Washington continua a ser a principal fonte de armas para Taiwan, com US$ 14 bilhões em vendas de armas aprovadas desde 2009. Há ainda uma lei nos EUA que considera ameaças à segurança da ilha uma questão de "grave preocupação"
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