
- Sarah Rainsford
- Da BBC News em Kiev
- Tempo de leitura: 7 min
Maxim não se importa em falar sobre seu esperma. Na verdade, ele gostaria que mais militares ucranianos falassem sobre sua fertilidade, ou pelo menos pensassem nisso.
"Nossos homens estão morrendo. O conjunto genético [ou pool genético] ucraniano está morrendo. Isso é sobre a sobrevivência da nossa nação", diz o soldado, por telefone, de uma posição em algum ponto próximo à linha de frente leste, em entrevista à BBC News.
O homem de 35 anos serve na Guarda Nacional da Ucrânia e, quando ele voltou recentemente de licença, sua esposa o convenceu a visitar uma clínica em Kiev e deixar uma amostra de esperma.
O esperma foi congelado gratuitamente como parte de um programa para ajudar os militares em serviço.
Se Maxim for morto, sua esposa poderá usar a amostra para tentar ter o filho que eles sempre quiseram.Mas ele afirma que seu esperma congelado pode ser crucial para formar uma família, de qualquer forma.
Esteja você no 'ponto zero' da linha de frente, ou a 30 ou até 80 quilômetros atrás, não há garantia de que esteja seguro", diz o soldado, explicando que os drones russos sobrevoando a região são uma ameaça constante.
"Isso significa estresse, e isso [pode ter] um impacto: sua capacidade reprodutiva cai. Então, nós precisamos pensar no futuro e no futuro da nossa nação ucraniana".
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