quarta-feira, 30 de setembro de 2015

Ibope: 69% reprovam o governo da presidente Dilma

Segundo pesquisa, reprovação da presidente ficou na margem de erro. Instituto ouviu 2.002 pessoas entre 18 e 21 de setembro, em 140 municípios Segundo pesquisa, reprovação da presidente ficou na margem de erro. Instituto ouviu 2.002 pessoas entre 18 e 21 de setembro, em 140 municípios Pesquisa Ibope divulgada nesta quarta-feira (30) mostra os seguintes percentuais de avaliação dos eleitores ao governo da presidente Dilma Rousseff (PT): – Ótimo/bom: 10% – Regular: 21% – Ruim/péssimo: 69% – Não sabe: 1% Os percentuais divulgados nesta quarta mostram que a avaliação do governo Dilma ficou estável em comparação com o levantamento anterior, divulgado em julho deste ano, oscilando dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Na ocasião, o Ibope havia apontado que 9% aprovavam o governo (consideravam “ótimo” ou “bom”); 68% dos entrevistados avaliavam a administração Dilma como “ruim” ou “péssima”; e 21% consideravam a gestão “regular”. A rejeição ao governo Dilma apontado nesta edição da pesquisa (69%) é a maior já registrada pela série histórica das pesquisas Ibope desde a redemocratização. Conforme o instituto, entretanto, o percentual de pessoas que consideram a gestão da petista “ruim ou péssimo” ficou dentro da margem de erro, em comparação com a última pesquisa. Desta vez, o Ibope também identificou que 14% dos entrevistados aprovam a maneira de governar da presidente. Porém, demonstra a pesquisa, 82% desaprovam e 3% não souberam ou não responderam. Ainda de acordo com o levantamento divulgado nesta quarta-feira, 20% dos entrevistados confiam em Dilma e 77% não confiam. O levantamento divulgado nesta quarta, encomendado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), foi realizado entre os dias 18 e 21 de setembro e ouviu 2.002 pessoas em 140 municípios. O nível de confiança da pesquisa, segundo a CNI, é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de dois pontos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%. De acordo com os coordenadores do levantamento CNI/Ibope, a soma dos percentuais pode não igualar 100% em decorrência do arredondamento dos índices.

sábado, 26 de setembro de 2015

Sábado, 26 de Setembro de 2015 - 13:20 Haddad começa articulação para barrar candidatura de Marta Suplicy em São Paulo

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), tenta impedir que a nova peemedebista, a senadora Marta Suplicy, seja candidata pela legenda para a prefeitura de São Paulo, em 2016. De acordo com a Folha, temendo que o eleitorado de Suplicy migre para Marta, Haddad decidiu investir na bancada de vereadores peemedebistas e nos integrantes do diretório municipal do PMDB para impedir que eles escolham a senadora como candidata à prefeitura no ano que vem. Haddad teve uma reunião com os quatro vereadores do PMDB em São Paulo. Durante a reunião, segundo um dos participantes, Haddad disse que "não é trouxa" e ameaçou lançar cinco candidatos para disputar com os vereadores do PMDB em seus redutos. A fala não foi bem recebida pelos edis, que afirmaram que a filiação de Marta não significa que ela será candidata.

Sábado, 26 de Setembro de 2015 - 13:40 STF suspende férias de 60 dias a procuradores

STF suspende férias de 60 dias a procuradoresFoto: Fellipe Sampaio/SCO/STF O ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, atendeu pleito da União para suspender a possibilidade de procuradores da Fazenda Nacional tirarem 60 dias anuais de férias, até que a Corte decida no mérito se os profissionais têm direito a esse tempo de descanso. Desde 2006, sindicato da categoria e Advocacia-Geral da União (AGU) travam uma disputa no Supremo sobre o assunto. Além dos argumentos jurídicos para questionar decisão do Superior Tribunal de Justiça que permitiu esse direito aos procuradores da Fazenda Nacional, a União alega que os gastos públicos com a medida podem atingir mais de R$ 186,9 milhões caso todos os profissionais optem por converter as férias em dinheiro. Para Barroso, existe "dúvida razoável" quanto ao direito dos procuradores e também perigo na demora da decisão, em razão da repercussão financeira e prejuízo para as atividades da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. Por isso, o ministro concedeu no início do mês efeito suspensivo ao recurso proposto pela AGU até a decisão final. O Sindicato Nacional dos Procuradores da Fazenda Nacional (Sinprofaz) sustenta que a legislação equipara os integrantes da carreira a membros do Ministério Público da União, com mesmos vencimentos, gratificações e vantagens - o que incluiria os 60 dias de férias. Em novembro de 2014, o Supremo negou direito a férias de 60 dias para procuradores federais. Os dois casos, no entanto, não têm identidade, na visão de Barroso. Na ocasião, a relatora da ação, ministra Cármen Lúcia, delimitou as diferenças ao dizer que a o recurso tratava de procuradores federais: "não de Procuradores da Fazenda Nacional, que é outra legislação", afirmou. A distinção feita entre os dois processos não gera de forma automática o reconhecimento do direito dos procuradores da Fazenda Nacional aos 60 dias de descanso. "Isso porque a solução do caso passa necessariamente pela análise de algumas questões distintas", entendeu Barroso. Em março, Barroso negou suspender as férias de 60 dias por entender, entre outras coisas, que como o caso tramita há anos no Supremo, não há risco na demora da decisão. Na resposta, contudo, a AGU explicou que desde abril de 2006 até a publicação de uma decisão sobre mesmo tema, em fevereiro deste ano, o período de férias não estava valendo. Isso porque havia outro recurso em pauta sobre o assunto. Assim, só a partir de fevereiro de 2015 as férias de 60 dias passariam a valer para a categoria. Com o recurso da AGU, Barroso reconsiderou a decisão. No dia 10, o recurso foi encaminhado para a Procuradoria-Geral da República, que deve encaminhar parecer sobre o assunto antes de o caso ser levado a julgamento.

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Órgãos federais estão sob risco de espionagem, diz Abin

Órgãos federais estão sob risco de espionagem, diz AbinFoto: Elza Fiuza/ Agência Brasil Relatório da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) sobre o mapeamento da segurança cibernética do Estado brasileiro aponta que os órgãos estatais que utilizam serviços de hospedagem fora do país correm risco de espionagem. Do total de órgãos federais com endereço "gov.br", 18,8% estão hospedados em estruturas privadas no exterior. A vulnerabilidade ocorre por causa da lógica de tráfego na internet. De acordo com a coluna Expresso, de Época, a rede não obedece a lógica da menor distância, mas do menor preço. Como a melhor infraestrutura está nos Estados Unidos, converge para o país grande parte das comunicações digitais do mundo. Exemplo é que o tráfego de comunicação entre Brasil e Argentina frequentemente passa pelo sistema americano. Quando isso ocorre, os dados digitais brasileiros se submetem à legislação estrangeira, sem as ressalvas estabelecidas pela lei brasileira.

Trecho de metrô que chega à Estação Pirajá será inaugurado em outubro, anuncia Rui

Trecho de metrô que chega à Estação Pirajá será inaugurado em outubro, anuncia RuiFoto: Divulgação/ Secom Os 11km da Linha 1 do metrô serão oficialmente completados em outubro, quando o sistema chegará à Estação Pirajá. O anúncio foi feito pelo governador Rui Costa (PT), ao escrever em seu perfil no Twitter, na manhã desta quarta-feira (23), que um teste foi realizado na noite de terça-feira (22). "É um marco para os soteropolitanos. Há mais de dez anos Salvador espera por essa concretização. Em apenas dois anos entregamos praticamente a mesma distância que levou 13 anos em construção e não operava", disse Rui. De acordo com o governador, o número e estações dobrou nesse período, de quatro para oito. "Ao mesmo tempo, iniciamos a Linha 2, que está em obras na região do Detran e Paralela. Salvador merece e vai ter mais mobilidade", acrescentou.

Câmara Municipal de Salvador aprova títulos do novo regimento interno

Câmara Municipal de Salvador aprova títulos do novo regimento internoFoto: Max Haack / Ag. Haack / Bahia Notícias A Câmara Municipal de Salvador (CMS) aprovou, nesta quarta-feira (23), os títulos 9, 10 e 11, do Projeto de Resolução do Regimento Interno da Casa. Estes são os penúltimos capítulos do livro que rege as ações no legislativo baiano. Ainda nesta quarta, a Casa aprovou um projeto que dispõe sobre a publicação dos atos do Poder Legislativo do Município de Salvador, em Diário Oficial Eletrônico.

terça-feira, 8 de setembro de 2015

Os Dez Mandamentos: Resumo desta terça dia 08/09/2015

Moisés questiona se Ramsés não quer mesmo saber o que está por vir. Safira recebe a visita de Joquebede e Miriã. Tais e Meketre comemoram a volta da água limpa. Deborah, Zelofeade e Abigail ficam admirados ao verem a joia que Bezalel criou por encomenda de Meketre. Apaixonado, Oseias afirma para Calebe que ainda conseguirá viver ao lado de Ana. Judite percebe que Ana não para de pensar em Oseias e assume que gostaria de vê-la feliz. Irritado, Ramsés se nega a contar para Nefertari detalhes da conversa com Moisés. Leila atende ao pedido de Moisés e o leva ao quarto de Henutmire. Emocionado, Bak diz para Bezalel que adoraria ter passado mais tempo com Karen e revela a vontade de conhecer o pai. Gahiji sugere que Uri procure Bezalel e faça as pazes com o filho. Henutmire fica espantada ao saber que a missão de Moisés não é somente levar o povo hebreu para prestar culto no deserto, mas também libertar todos da escravidão. Nefertari confessa para Karoma que ficou curiosa para saber o assunto do encontro entre Moisés e Ramsés. Moisés revela para Henutmire que a promessa de Deus é levar os hebreus para a terra prometida e Ramsés não conseguirá vencer o poder divino. Uri agradece Leila ter salvado a vida dele e beija a esposa apaixonadamente. A sós, Bezalel não resiste e dá um beijo em Deborah. Zelofeade ora para que Deus conceda a graça de ter um filho com Abigail, deixando-a emocionada. Nefertari encontra Moisés no corredor do palácio e pede para conversar. Deborah recrimina a atitude de Bezalel, quando Zelofeade e Abigail chegam, notando um clima estranho entre eles. Deborah vai para o quarto e Abigail questiona Bezalel sobre o que realmente aconteceu. Moisés explica para Nefertari que, caso Ramsés continue sendo intransigente, o Egito sofrerá e não há nada que se possa fazer para impedir. Pensativa, Nefertari chora de ódio ao lembrar-se dos momentos com Moisés. Tais reclama ao ver Meketre saindo, mas ele avisa que vai buscar a joia para presenteá-la. Ao perceber que o amor entre Bezalel e Deborah é sincero, Abigail incentiva o sobrinho a pedi-la em noivado. Corá sonha que está na Casa de Senet assistindo uma apresentação de Yunet. Ahmós fica temeroso ao receber Meketre para conversarem sobre Karen. Datã acaricia Safira e nem desconfia que Bina observa o casal com inveja. Desconfortável, Safira pede que o marido tenha paciência, pois não se sente pronta para se entregar. Ahmós finge estar penalizado pela morte de Karen e consegue convencer Meketre, que fica chateado com a notícia. Moisés conta para a família que Ramsés insiste em proibir os hebreus de partirem e diz que Deus terá que intervir. Satisfeitos com a volta da água limpa, Apuki e Jairo saem animados para a obra. Judite pede que Ana não comente com ninguém sobre a libertação do povo hebreu. Arão avisa que os filhos não precisarão ir para o trabalho e sai com Moisés. Com ajuda de Janes e Jambres, Ramsés faz orações especiais e oferendas aos deuses. Moisés e Arão aproximam-se das margens do Nilo. Arão estende o cajado sobre o rio e percebe uma movimentação nas águas. Rãs começam a saltar da água e os irmãos ficam impressionados com o poder de Deus.

Fora de casa, Vitória bate Criciúma e se reabilita na Série B

Sem vencer há quatro rodadas, o Vitória reencontrou o caminho do triunfo nesta terça-feira (8). O time Rubro-negro bateu o Criciúma por 3 a 2, em duelo disputado no Estádio Heriberto Hülse, na cidade homônima do time catarinense. O destaque da partida foi o atacante Rhayner, que pela primeira vez em sua carreira marcou dois gols. Com o resultado, o Leão chegou aos 41 pontos e continua no G4.

Governo afrouxa e órgãos podem contratar até 50 funcionários pelo Reda

O governador Rui Costa (PT) estendeu de dez para 50 o limite de funcionários que os órgãos estaduais podem contratar por meio do Regime Especial de Direito Administrativo (Reda). Legislação aprovada no final do governo Jaques Wagner (PT) determinava que o órgão interessado em contratar mais de dez temporários era obrigado a fazer uma seleção pública, com prova escrita de conhecimento específico. Conforme decreto da gestão do governador Antônio Carlos Magalhães, os contratos de prestação de serviço do Reda têm prazo de dois anos, renováveis por mais dois. À Folha, o secretário de Administração da Bahia, Edelvino Góes, afirmou que a lei aprovada em 2014 foi reavaliada para poupar recursos e dar celeridade à contratação de temporários. Segundo ele, o processo de contratação de uma empresa para fazer seleção pública leva em torno de dois meses, além do prazo para realização da prova, resultados e possíveis recursos para contestar questões. E, de acordo com Góes, nem sempre o arrecadado com as inscrições é suficiente para bancar a contratação da empresa organizadora. O membro da Comissão de Defesa do Concurso Pública da Ordem dos Advogados do Brasil, Waldir Santos, vê a medida como burla ao concurso. "A Bahia vive a institucionalização de uma irregularidade permanente, que contraria a regra do concurso público", afirmou à Folha. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a Bahia é o segundo estado com maior número de funcionários temporários no governo e nas prefeituras - 131 mil, entre Reda e PST (Prestação de Serviço Temporário) -, perdendo apenas para Minas Gerais.

Bahia vence o Macaé no sufoco e retorna ao G4

jogada aérea, que tanto atormentou o Bahia na Série B, foi a salvação tricolor na noite desta terça-feira (8). Com gol do zagueiro Jailton, de cabeça, o esquadrão derrotou o Macaé pelo placar de 1 a 0, na Arena Fonte Nova, e mais uma vez encerra uma rodada entre os quatro líderes da competição nacional. Jogo O Bahia, logo no início da partida, levou um grande susto. Aos 4 minutos, o zagueiro Jailton perdeu o tempo da bola e deixou Fernando Neto, dentro da área, sozinho. Para sorte dele, o adversário errou na hora de chutar e Douglas Pires pegou a bola. A primeira tentativa tricolor aconteceu aos 7 minutos. Gustavo foi até a linha de fundo e tocou para trás, onde estava Maxi Biancucchi. O argentino, ao invés do chute, tentou dominar e desperdiçou a chance. Aos 13, Kieza tentou aproveitar o passe e foi travado pela defesa. No rebote, com o goleiro caído, o argentino Maxi Biancucchi foi surpreendido pelo oponente e mandou para fora. O jogo caiu de produção até Eduardo resolver jogar. Aos 25, o camisa 30 do Bahia realizou um lindo lançamento e colocou Kieza de frente para o gol. De cabeça, o artilheiro do esquadrão mandou para linha de fundo. Aos 30, em novo passe de Eduardo, o lateral Ávine entrou na área e foi travado na hora do chute. Antes do intervalo, em jogada aérea, o Macaé voltou a assustar o goleiro Douglas Pires. Gedeil subiu no primeiro pau, em cobrança de escanteio, e acertou a trave. A torcida, pouco insatisfeita, vaiou a equipe do Bahia na saída da etapa inicial. Segundo tempo O gol tricolor saiu logo aos 6 minutos. Em jogada aérea, Jailton cabeceou e a defesa do Macaé tirou. Cicinho encheu o pé no rebote e viu o zagueiro Ramon, cima da linha, cortar. A bola continuou na área, quando Jailton testou por cima e abriu o placar: Bahia 1 a 0. O Bahia fez o gol e parou. O time visitante, aos 19 minutos, levou perigo. A defesa do Bahia não acompanhou o desvio no primeiro pau e viu o zagueiro Ramon, sozinho, aparecer na segunda trave, e sem marcação. O camisa 4 cabeceou muito mal e mandou por cima. Junhio, de fora, também arriscou para fora. Pressão do Macaé. Primeiro, em cobrança de falta, o volante Gedeil testa a bola para o chão e Douglas Pires realiza grande defesa. Na cobrança do escanteio, após a defesa tricolor cortar parcialmente, o lateral Diego domina livre. Solta uma bomba e obriga outra linda intervenção do arqueiro do Bahia, que evitou o empate em duas ocasiões. No minuto seguinte, ao invés de proteger a bola, o lateral Vitor tentou cortar e fez besteira. Deu a bola nos pés de Pipico, que rolou para trás e serviu Jones. O camisa 15 bateu forte, mas sem direção e mandou para fora. Aos 41 minutos, quando o Bahia era só defesa, o atacante Kieza entrou na área com ângulo para finalizar. Escolheu canto e chutou para excelente defesa do goleiro Rafael. Cicinho também teve outra oportunidade. Entrou na área pela direita e finalizou em cima do arqueiro do Macaé.

DJ PV - Tu És Real (Lyric Vídeo) ft. Fernandinho, Gabriela Rocha

Talismã brilha, Botafogo vence Paraná de virada e dispara na liderança da Série B

Na noite nada carioca no Rio de Janeiro, após um dia nublado e ainda na ressaca do feriado, quem fez chover no Estádio Nilton Santos foi Sassá. O atacante, mais uma vez, entrou no segundo tempo e resolveu a parada para o Botafogo, que venceu o Paraná, de virada, por 2 a 1 - Gustavo Sauer abriu o placar para os paranaenses. Com a vitória, o Alvinegro disparou na liderança da Série B, com 45 pontos. Já o Paraná, que vinha em uma sequência de três triunfos seguidos, parou na 11ª posição com a derrota, com 32 pontos. O jogo Com seu estilo de controle da posse de bola - envolvendo até o goleiro - e compactação quase europeia, o Paraná mostrou que seria um duro adversário para o Botafogo logo no início do jogo. Na primeira chance alvinegra, entretanto, aos sete minutos, Lulinha venceu o goleiro Felipe Alves, mas os paranistas foram salvos pela zaga e pela arbitragem, que corretamente assinalou impedimento no lance. Enquanto era superior na partida, o Glorioso sofreu duro golpe. Aos 13, Giaretta bobeou e passou fraco para o meio. Gustavo Sauer roubou, tirou Roger Carvalho com lindas pedaladas e bateu no cantinho de Helton Leite para abrir o placar. O Botafogo bem que respondeu: aos 17, Tomás carimbou a barreira em cobrança de falta. No rebote, Navarro, livre na peqeuna área, isolou a chance do empate. Depois, aos 19, Renan Fonseca subiu mais que todo mundo e cabeceou forte, mas Felipe Alves salvou. Na sequência, Élvis cruzou e Lulinha, de bicicleta, obrigou o goleiro do Paraná a operar mais um milagre. Em casa, o Alvinegro tentava de tudo para chegar à igualdade no placar. Aos 25, Navarro ganhou no alto e cabeceou com muito perigo. A partida diminuiu de ritmo. Aos 39, Roger Carvalho completou de cabeça cruzamento de Tomas em falta e empatou. A arbitragem, mais uma vez corretamente, anulou o gol em lance muito difícil. O segundo tempo começou bem pior que o primeiro. O Botafogo parecia nervoso e errava muitos passes. O Paraná, inteligente, fazia seu jogo: segurava bem a bola e corria poucos riscos. Com a equipe criando pouco, Ricardo Gomes chamou Sassá. Se começou mal, o "novo Talismã" alvinegro brilhou mais uma vez. Aos 25, em confusão na área, o atacante encheu o pé para empatar a partida. Aos 34, ele quase marcou de novo após lançamento de Élvis, mas balançou a rede só pelo lado de fora. Um minuto depois, o garoto ganhou de cabeça e quase virou. Era um prenúncio. Aos 42, Willian Arão, no abafa, jogou na área. Daniel Carvalho escorou de cabeça e no segundo pau, o Talismã apareceu para virar o jogo. Sassá, mais uma vez, garantiu os três pontos e a liderança para o Botafogo.

Por filho americano, brasileiras viajam a Miami para dar à luz

Quando voltou de sua última viagem a Miami, a empresária paulistana Bianka Zad trouxe mais do que malas cheias. Ela carregava no colo um bebê recém-nascido. Ao dar à luz na Flórida, Zad quis que seu primeiro filho tivesse a cidadania americana e melhores oportunidades no futuro. "Mesmo antes de saber que estava grávida, eu já queria fazer o parto lá", conta Zad, de 37 anos. A Constituição americana garante a cidadania automática a todas as crianças nascidas no país, inclusive se forem filhas de turistas ou imigrantes ilegais. A empresária viajou a Miami com um visto de turista na trigésima segunda semana de gravidez e se hospedou no apartamento que comprou há quatro anos para passar férias. Zad deu à luz em 22 de maio e voltou ao Brasil dois meses depois. Seu filho, Enrico, desembarcou em São Paulo com dois passaportes - o brasileiro e o americano. Para tirar o americano, ela teve de registrar o nascimento num cartório e levar o filho a um centro do governo. O processo todo, diz Zad, levou 20 minutos, e o passaporte chegou pelo correio em 20 dias. Leia mais: As 10 principais rotas legais e ilegais que levam brasileiros aos EUA Leia mais: Brasileiros usam cruzeiros para tentar migrar para os EUA Ela afirma que não sofreu qualquer constrangimento nem teve de prestar qualquer esclarecimento às autoridades. Conseguir o documento brasileiro exigiu que ela fosse ao consulado e comprovasse sua nacionalidade. 'Ser mamãe em Miami' Para tirar os planos do papel, a empresária contratou os serviços de uma agência especializada em partos de brasileiras na cidade, a "Ser mamãe em Miami". O médico brasileiro Wladimir Lorentz, 46 anos, diz que resolveu fundar a agência com um sócio após descobrir serviços semelhantes para turistas russas. Lorentz, que trabalha como pediatra em Miami há 17 anos, começou a atender turistas brasileiras em setembro e, há duas semanas, lançou um novo site com os serviços. Desde então, ele diz ter sido procurado por quatro brasileiras interessadas. Não há leis que proíbam grávidas de viajar de avião, embora as companhias aéreas costumem exigir atestados médicos de passageiras em estado avançado de gravidez. Lorentz recomenda que elas consultem um obstetra antes de embarcar e façam a viagem antes de completar sete meses de gestação. Sua agência oferece três pacotes de partos. O natural sai por US$ 9.840 (cerca de R$ 37.800); a cesárea, US$ 11.390 (R$ 43.700); e o múltiplo (gêmeos ou mais), US$ 14.730 (R$ 56.600). Todos os planos incluem atendimento pré e pós-natal, até três dias de "internação hospitalar em suíte VIP" e exames básicos para a mãe e o bebê. "Uma grávida em São Paulo que comece o trabalho de parto na hora do rush corre o risco de dar à luz no meio do trânsito ou acabar num hospital ruim", ele diz à BBC Brasil. "Aqui não tem esse perigo". O diferencial de sua agência, diz Lorentz, é o atendimento em português. Seu sócio, o obstetra Ernesto Cárdenas, nasceu na Colômbia e também compreende a língua. Para contratar os serviços, o médico diz que a grávida pode viajar com um visto de turista, já que o documento também vale para quem recebe cuidados médicos nos Estados Unidos. Ele diz que seu principal desafio é convencer os brasileiros de que o serviço é legal. 'Bebês âncoras' Ter um filho americano não dá aos pais o direito de morar no país, explica a advogada brasileira Juliana Pechincha, que atende em Nova York. Ela diz que os filhos só podem pleitear que os pais se tornem residentes ao completar 21 anos. Mesmo assim, milhares de mães estrangeiras têm viajado aos Estados Unidos para dar à luz no país. A prática gerou uma polêmica na campanha à eleição presidencial de 2016. Leia mais: 'Troquei luxo por segurança': a vida da elite brasileira na Flórida Leia mais: Polarização no exterior: Petista em Miami conta como é viver em 'reduto aecista' O pré-candidato republicano Donald Trump tem defendido acabar com a concessão automática de cidadania a filhos de estrangeiros. Ao comentar a posição de Trump, o também pré-candidato republicano Jeb Bush defendeu a regra atual, mas provocou a ira de muitos imigrantes ao se referir às crianças como "bebês âncoras". Considerada pejorativa, a expressão se refere à crença de que ter um filho nos Estados Unidos torna a deportação dos pais mais difícil. Bush afirmou que se referia a "casos específicos de fraudes" - cometidas, segundo ele, principalmente por asiáticos - que viajavam aos Estados Unidos para ter filhos e "tirar proveito de um conceito nobre". O pediatra brasileiro Wladimir Lorentz diz que a crítica não se aplica a seus serviços. "Seguimos rigorosamente a legislação e todos os nossos profissionais são certificados. Nossa atividade gera receitas e empregos para o país", afirma.

Ministro admite que podem haver cortes no Minha Casa Minha Vida

Brasília - Após a reunião da coordenação política desta terça-feira, 8, o ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, admitiu que a presidente Dilma Rousseff poderá fazer cortes em programas que são considerados bandeiras do governo, como o Minha Casa, Minha Vida. Apesar de afirmar que não acredita que haverá um adiamento no início da terceira fase do projeto, marcada para quinta-feira, 10, Berzoini disse que a nova etapa será "evidentemente ajustada" à condição fiscal do País. "É um programa de grande impacto social e econômico e a fase três será a continuidade disso. Evidentemente, ajustada à disponibilidade orçamentária", afirmou. Ao admitir que programas que dependem de "investimentos físicos" terão de passar por um "alinhamento" de acordo com o projeto orçamentário de 2016, que prevê um déficit de R$ 30,5 bilhões, Berzoini fez questão de afirmar que a peça prevê a manutenção dos investimentos no Bolsa Família e outros programas sociais. O ministro também afirmou que a presidente voltou a defender durante a reunião que o governo não vai "abrir mão de buscar alternativas" para aumentar as receitas e cobrir o rombo no Orçamento. Nesta terça, Dilma se reúne ainda com o ministro das Cidades, Gilberto Kassab, pasta responsável pelo Minha Casa, Minha Vida.

Boneco do Lula é furado e quem assume é Aécio de Papelão

Vítima de atentado nesta tarde, Boneco de Lula estoura e quem assume seu lugar é Aécio de Papelão. “Vou reciclar a política”, diz Aécio, que afirma não ter envolvimento com o atentado. Sobre acusação de que seria muito parado, Aécio de Papelão balançou: “É o que veremos”. Em estado grave, o boneco se negou a ser tratado pelo SUS e foi encaminhado para uma borracharia de sua confiança. Há suspeitas de que o borracheiro tenha sido pago com recursos desviados. Em solidariedade, o Boneco de Olinda divulgou uma nota em sua rede social. O Boneco da Michelin também se manifestou: “tô cheio dessa violência”.

Apenas bons amigos”: Vasco da Copa do Brasil diz não ter nada com Vasco do Brasileirão

O Vasco da Copa do Brasil diz não ter nenhuma relação com o Vasco do Brasileirão. O time de São Januário diz que a equipe que disputa o Campeonato Brasileiro e está em último, tenta pegar carona no seu sucesso. “Somos apenas bons amigos. Não entendi porque o Vasco do Brasileirão insiste em dizer que temos alguma coisa em comum”, disse o Vasco da Copa do Brasil, por meio de sua assessoria. Nos corredores de São Januário, o clima é de fofoca. O Vasco da Copa do Brasil teria dito que o Vasco do Brasileirão tenta ofuscar o seu brilho com a sua lanterninha.

Papa simplifica radicalmente procedimentos de anulação do casamento

O papa Francisco fez nesta terça-feira as mudanças mais substanciais nos últimos séculos na anulação do casamento, simplificando radicalmente os procedimentos, e disse que os bispos precisam dar maior ajuda aos casais divorciados. Em um movimento em que mais uma vez mostrou seu desejo de que a Igreja seja mais misericordiosa para com os católicos em dificuldades, Francisco reafirmou o ensino tradicional sobre a "indissolubilidade do matrimônio", mas facilitou os procedimentos de anulação, de modo geral considerados demorados, desatualizados e caros. Uma anulação, formalmente conhecida como um "decreto de nulidade", significa que o casamento não foi válido de acordo com a lei da Igreja porque faltaram determinados pré-requisitos, como a livre vontade, maturidade psicológica e abertura para ter filhos. Francisco disse que os procedimentos necessários têm de ser acelerados para que os católicos que procurarem a anulação não fiquem "por muito tempo oprimidos pelas trevas da dúvida" sobre se poderiam ter seus casamentos declarados nulos e inválidos. A maioria das anulações é concedida em nível local e apenas os casos mais complicados chegam a um tribunal especial no Vaticano, conhecido como Tribunal da Rota Romana. Francisco disse que os procedimentos, que atualmente podem custar milhares de dólares em taxas legais, deveriam ser gratuitos. A reforma era aguardada com ansiedade por muitos casais em todo o mundo que se divorciaram e se casaram novamente fora da Igreja. A Igreja não reconhece o divórcio e os católicos que se casam novamente em cerimônias civis são considerados ainda casados com o primeiro cônjuge e vivendo em um estado de pecado. Isso os impede de receber sacramentos como a comunhão.

Dilma tira poderes de comandantes militares

Os militares se mostraram bastante "incomodados" com o ocorrido.© Foto: Ichiro Guerra/Presidência da República Os militares se mostraram bastante "incomodados" com o ocorrido. Como se já não bastassem as crises política e econômica que atingem o governo, o Palácio do Planalto, agora, resolveu criar problemas com a área militar. Na quinta-feira da semana passada, a presidente Dilma Rousseff assinou decreto 8.515, que estava na gaveta da Casa Civil há mais de três anos, tirando poderes dos comandantes militares e delegando ao ministro da Defesa competência para assinar atos relativos a pessoal militar, como transferência para a reserva remunerada de oficiais superiores, intermediários e subalternos, reforma de oficiais da ativa e da reserva, promoção aos postos de oficiais superiores e até nomeação de capelães militares, entre outros.Hoje, estes atos são assinados pelos comandantes militares. A medida foi recebida com "surpresa", "estranheza" e "desconfiança" pela cúpula militar, que não foi informada que ela seria assinada pela presidente e publicada no Diário Oficial de sexta-feira. A responsabilidade pela decisão de o decreto ter saído do fundo da gaveta para o DO estava sendo considerada um mistério. No final do dia, no entanto, a Casa Civil informou que o envio do decreto à presidente atendeu a uma solicitação da Secretaria-geral do Ministério da Defesa, comandada pela petista Eva Maria Chiavon. Mas todos ainda buscam explicações claras sobre o que realmente aconteceu neste processo. O comandante da Marinha, almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira, que estava ocupando o cargo de ministro interino da Defesa, e que viu seu nome publicado no DO endossando o decreto, disse que não sabia da existência dele. "O decreto não passou por mim. Meu nome apareceu só porque eu era ministro da Defesa interino. Não era do meu conhecimento", resumiu o comandante, ao deixar o desfile de 7 de setembro, sem querer polemizar sobre o seu teor. O ministro da Defesa, Jaques Wagner, que estava na China quando o decreto foi editado, também demonstrou surpresa com a publicação durante sua ausência do País. "Posso assegurar que não há nenhum interesse da presidente Dilma tirar poderes naturais e originais dos comandantes", afirmou ao Estado. "Ainda não estudei o decreto, mas ele visa normatizar as prerrogativas de cada instância com a criação do Ministério da Defesa e não tirar o que é da instância dos comandantes", justificou. Wagner lembrou que o decreto só entra em vigor em 14 dias e que, portanto, "qualquer erro ainda pode ser corrigido". O texto fala ainda que a competência prevista nos incisos do decreto podem ser subdelegadas pelo ministro da Defesa aos comandantes. Os militares se mostraram bastante "incomodados" com o ocorrido. O decreto gerou "uma histeria geral", pela maneira como foi feita a publicação, sem que a cúpula militar fosse sequer avisada. "Há uma preocupação de que este decreto, que estava dormindo há anos, foi resgatado por algum radical do mal ou oportunista, com intuito de criar problema", observou um oficial-general consultado pelo Estado, ao lembrar que a publicação do texto agora, foi "absolutamente desnecessária". Outro militar observou que "faltou habilidade política de quem tirou o decreto da cartola, em um momento em que o governo já enfrenta tantas dificuldades, criando uma nova aresta, pela forma como foi feita". Este mesmo militar comentou que, mesmo o ministro da Defesa podendo delegar aos comandantes os poderes previstos no decreto, a medida é uma retirada de atribuição dos chefes das três forças e que, no mínimo, a boa regra de relacionamento, ensina que você avise a quem será atingido. O decreto anterior dizia que os ministros do Exército, da Marinha e da Aeronáutica eram os responsáveis pela edição de atos relativos ao pessoal militar. A delegação continuou com os comandantes, mesmo depois da criação do Ministério da Defesa, há 16 anos.

Quase 800 milhões não têm acesso à água

Quase 800 milhões de pessoas não têm acesso a água no mundo e uma das principais saídas para a crise hídrica é estimular a população a economizar. Esse é o tema da terceira reportagem na série "Água - Planeta em Crise". Com um açude bem no centro da cidade, Campina Grande, na Paraíba, dá a impressão de que tem água sobrando, mas não. O açude está poluído por esgoto. Resta para a cidade o reservatório Boqueirão, a 45 km do centro, que está com menos de 18% da capacidade. Resultado: os 400 mil habitantes de Campina Grande estão submetidos a um rodízio de água rigoroso. O fornecimento é interrompido às 5 da tarde de sábado e só volta às 5 da manhã de terça-feira. As caixas d'água de um conjunto habitacional na cidade são pequenas: 500 litros. As pessoas não conseguem armazenar a quantidade de água que precisam. Todos reclamam. "Enchi cinco baldes para trabalhar hoje. Eu só tenho esse aí agora. Depois que terminar esse dou uma parada para não gastar mais agua", conta o pedreiro Ermano Nascimento Alvez. Não era para ser assim. "Hoje nós estamos pagando uma conta dessa crise por falta de planejamento, essa é uma tragédia anunciada, para quem é do setor sabe que nós não fomos dormir com água e acordamos sem água", diz Newton Azevedo, do Conselho Mundial de Água. No caso do Boqueirão isso fica claro. Ele está perdendo volume de água desde 2011. São quatro anos de aviso.

ONU cobra que todos os países da UE recebam refugiados

O alto comissário das Nações Unidas para os refugiados, Antônio Guterres, apelou nesta sexta-feira (4) à União Europeia (UE) para a distribuição de pelo menos 200 mil refugiados, ele defende que todos os estados-membros devam ter a obrigação de participar do programa. “[É preciso] um programa de reinstalação em massa, com a participação obrigatória de todos os estados-membros da União Europeia. Uma estimativa bastante preliminar parece indicar a necessidade de aumentar as oportunidades de reinstalação de até 200 mil lugares”, escreveu Antônio Guterres em comunicado. “A Europa enfrenta o maior afluxo de refugiados em décadas”, afirmou, ao destacar que “a situação requer um esforço conjunto enorme, impossível com a atual abordagem fragmentada” existente no âmbito da UE. “Após a chegada às costas e fronteiras da Europa, elas continuam a sua viagem para o caos”, continuou Guterres, denunciando o tratamento indigno que os imigrantes recebem. Ele explicou que se trata “principalmente de uma crise de refugiados, e não apenas um fenômeno de migração”, porque a maioria das pessoas que chegam à Grécia é oriunda de países onde há conflitos como a Síria, o Iraque e Afeganistão. O alto comissário acredita que a única maneira de resolver o problema é a implementação de uma “estratégia comum baseada na responsabilidade, solidariedade e confiança”. “Concretamente, isso significa tomar medidas urgentes e corajosas para estabilizar a situação e encontrar uma maneira de compartilhar verdadeiramente a responsabilidade, a médio e longo prazo”, adiantou. “A UE deve estar pronta com o consentimento e apoio dos governos em questão – principalmente na Grécia e na Hungria, mas também na Itália – para a criação de capacidade de acolhimento e de registo de pessoas”, defendeu. Guterres também lembrou que os migrantes que não têm nenhuma razão para ficar na Europa devem ser devolvidos aos seus países de origem. Num contexto de crescente tensão entre os europeus, a Alemanha e a França lançaram na quinta-feira uma iniciativa conjunta para “organizar o acolhimento dos refugiados e uma distribuição equitativa na Europa” dessas famílias, que fogem sobretudo da guerra na Síria. Embora o presidente François Hollande não tenha usado a expressão utilizada pela chanceler Angela Merkel de “cotas obrigatórias”, aceitou a ideia de um “mecanismo permanente e vinculativo”. Na quinta-feira, o presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, apelou aos estados-membros da UE para aceitar pelo menos 100 mil refugiados, de modo a aliviar a pressão nos países da chamada “linha da frente”. Também na quinta-feira, fontes comunitárias revelaram que o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, vai apresentar medidas de resposta à situação causada pela chegada de refugiados na próxima quarta-feira, durante o discurso sobre o estado da União. A Comissão Europeia vai também pedir que os estados-membros dividam entre si os 120 mil refugiados que se encontram na Hungria, Grécia e Itália. O plano do Executivo comunitário, que ainda é uma proposta sujeita a mudanças, sugere que esses 120 mil refugiados sejam acrescentados aos 32.256 que os estados-membros da UE já tinham se comprometido a acolher em julho. Em relação a uma proposta anterior, a nova versão beneficia a Hungria, país que muitos refugiados pretendem cruzar para realizar o objetivo de chegar à Alemanha, para além da Grécia e Itália, os Estados mais afetados pela situação. O plano da comissão vai ser examinado na sexta-feira pelos chefes dos governos checo, eslovaco, polaco e húngaro, que integram o designado Grupo de Visegrado, durante uma reunião em Praga, para acordar uma posição comum contrária às cotas obrigatórias na distribuição dos refugiados que chegam à UE.